LEVANTAMENTO DAS MAMAS

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14 de junho de 2016

LEVANTAMENTO DAS MAMAS |, , , , ,

 MASTOPEXIA

A Mastopexia eleva e remodela as mamas a fim de deixá-las bem torneadas e firmes com uma aparência mais jovem.

Essa cirurgia resulta em mamas de aparência jovial e pode restaurar a forma das mamas pendentes após a perda de peso ou gravidez. Em alguns casos, o Dr. Vidal pode recomendar a colocação de um Implante de Silicone para melhorar a forma ou o tamanho da mama.

A cicatriz resultante costuma ser Vertical, discretamente posicionada ao redor da aréola e verticalmente até o sulco mamário. Também pode resultar em “T” invertido, quando há um pequeno prolongamento horizontal ao longo deste sulco.

A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, com alta no dia seguinte.

A recuperação depende da extensão da cirurgia e de quais procedimentos foram associados.

O retorno ao trabalho costuma ocorrer em 2-3 semanas, mas você poderá realizar atividades leves após 1-2 dias.

É recomendado o uso de malha de compressão e a drenagem linfática pós-operatória para ajudar a reduzir a retenção de líquidos.

A sua aparência irá melhorar gradualmente ao longo das semanas seguintes.

O resultado pode ser de longo prazo, sendo influenciado por alterações de peso, gravidez futura e pelo envelhecimento natural.

Cirurgia Plástica de Redução / Reposicionamento das Mamas

Mamoplastia ou mastoplastia é o nome dado para as cirurgias das mamas. Alguns tipos de mastoplastia podem ser diferenciados e especificados de acordo com a finalidade da cirurgia, por exemplo:
– Mamoplastia Redutora: objetiva diminuir o volume e dar nova forma às mamas;
– Mamoplastia de Aumento: acrescentam próteses mamárias (de silicone ou infláveis) para projetar esteticamente ou preencher deformidades adquiridas;
– Mastopexia: cirurgia de reposicionamento da mama (para corrigir a queda) com pequena ou nenhuma redução de volume associada.
– Mastopexia com prótese: cirurgia de reposicionamento da mama (para corrigir a queda) com aumento de volume através da colocação de um implante de silicone.
– Simetrização mamária: como o nome já diz, essa cirurgia tem por objetivo de deixar as mamas com o aspecto mais parecido possível. É usada principalmente após cirurgias de Reconstrução Mamária.

As mamoplastias redutoras ou mastopexias visam alcançar proporções mais harmônicas entre as mamas e o tórax e conseqüentemente melhorar o conjunto corporal. Na maioria das vezes as reduções mamárias são acompanhadas da correção de algum grau de ptose e/ou assimetria existente.

SIMETRIA E ASSIMETRIA

É extremamente importante ressaltar que as assimetrias mamárias são muito freqüentes, podendo ser decorrentes do formato assimétrico das mamas ou do tórax (em geral alterações congênitas). Assim, podemos dizer que a simetria das mamas nem sempre pode ser alcançada pela cirurgia, apesar de termos este objetivo. Se a própria natureza não as deixou idênticas, pode-se imaginar que este objetivo não é tão simples de ser alcançado.

CICATRIZES

As cirurgias de redução ou pexia das mamas sempre deixam cicatrizes, cuja forma, tamanho e posição variam de acordo com a técnica empregada, com a quantidade de tecido mamário e de pele que serão retirados e com a qualidade da pele. Costuma-se dizer que “as mamas terão as cicatrizes que merecem” em função das suas condições antes da cirurgia. Cada técnica tem sua indicação apropriada e pode estar certa de que para alcançar forma e tamanho desejados lhe será indicada a técnica que deixará as melhores e menores cicatrizes possíveis para o seu caso específico.

Atualmente as técnicas mais comuns deixam as cicatrizes mamárias em forma de “I”, “T” invertido e ao redor da aréola, que vão adquirir com o tempo, aspecto de uma linha de tonalidade semelhante à da pele e localizadas em áreas que possam ser encobertas pelas vestes de banho. O resultado final, entretanto, vai depender da reação de cada organismo.
Menos freqüentemente, as cicatrizes podem sofrer um alargamento, ou tornarem-se grossas, altas e duras, formando quelóides. Estes estão relacionados à qualidade da pele e à genética da paciente e não ao modo como foi realizada a cirurgia. Se ocorrerem, seu médico lhe dará toda a orientação e tratamento adequado.

FUNÇÕES DAS MAMAS

Tanto a redução quanto o aumento das mamas preservam todas as suas funções. Lactação e sensibilidade geralmente são mantidas dependendo da técnica utilizada e desde que estas condições já existam antes da cirurgia. Estudos mundialmente divulgados referem até cerca de 18% de problemas de amamentação em pacientes que nunca operaram suas mamas. Assim esta dificuldade no aleitamento poderá não estar associada à cirurgia. Logo após a operação pode haver uma diminuição da sensibilidade que aos poucos irá retornando ao normal.

Obviamente que nos casos de ablação da glândula mamária para tratamento de uma doença benigna ou maligna ou ainda nas grandes ressecções (chamadas gigantomastias) estas funções podem estar comprometidas.

QUANDO OPERAR

As mamooplastias estéticas podem ser realizadas a partir do completo desenvolvimento das mamas. Isto tem ocorrido mais precocemente nas últimas décadas devido às mudanças impostas pelas alterações dos hábitos de vida como o uso freqüente de hormônios femininos e o início da atividade sexual, dentre outros fatores. Assim, a partir dos 15 a 16 anos já é possível operar as adolescentes com desenvolvimento completo das mamas, atendendo suas necessidades estéticas. Ao considerarmos o período de lactação, recomendamos aguardar pelo menos 6 meses após interrompê-lo para programar sua cirurgia.

CUIDADOS PRÉ-OPERATÓRIOS

Todos os dados relativos à sua saúde serão questionados, incluindo doenças prévias ou em tratamento, uso de medicamentos, tabagismo, alergias medicamentosas, alimentares ou diversas, cirurgias prévias, história familiar para câncer de mama, condições de controle das mamas com o especialista, etc.

Após conversar com seu médico e esclarecer todas as suas dúvidas, ele lhe indicará alguns exames pré-operatórios. Também uma avaliação clínico-cardiológica (risco cirúrgico) será recomendada. Em casos determinados podemos solicitar a mamografia, ultrassom ou outro exame específico que possa ajudar no esclarecimento diagnóstico.

Lembre-se das recomendações gerais para as cirurgias, como não usar, por 2 semanas antes, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer. Abstinência do fumo por 30 dias antes da operação; não usar cremes corporais a partir da véspera da cirurgia; jejum de acordo com a recomendação médica (8 horas antes da cirurgia). Comunicar ao seu médico qualquer anormalidade.

Lembramos que nenhum procedimento cirúrgico é isento de riscos. Eles são, de uma maneira geral previsíveis e controláveis. Somente realizamos cirurgias estéticas em pacientes saudáveis e que passaram por uma criteriosa avaliação clínico-cardiológica.

A CIRURGIA

A cirurgia pode ser realizada ambulatorialmente, ou seja, podendo ter alta hospitalar no mesmo dia da operação. O procedimento dura cerca de 2 horas e, em geral, é realizado sob anestesia geral.

Pode ser usada outra anestesia, dependendo da avaliação do caso pela equipe cirúrgico-anestésica. Tudo isto será conversado com você antes da cirurgia, ponderando-se todos os aspectos.
Lembre-se que o tempo total de permanência no centro cirúrgico é maior que o tempo real da cirurgia pois o preparo e a recuperação pós-operatória contribuem para este aumento.

As mamas são incisadas de acordo com a programação prévia, removendo e/ou reposicionando os tecidos mamários. São dados pontos de sustentação e modelagem das mamas após um rigoroso controle da hemostasia (cauterização de pontos sangrantes). Faz-se o fechamento por planos dos tecidos com diversos pontos que serão absorvidos pelo organismo. Os pontos da pele serão removidos nos retornos da paciente ao consultório.

O curativo é feito de forma a ajudar na modelagem das mamas devendo ser sobreposto por um soutien adequado (sem rendas ou aros) de forma a moldar toda a mama, mas sem estar apertado. O soutien só deve ser retirado para o banho.

Toda e qualquer anormalidade encontrada durante a cirurgia como cistos ou nódulos serão encaminhados para exame específico, assim como também serão examinadas as peças cirúrgicas removidas nas cirurgias redutoras.

ORIENTAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Normalmente esta cirurgia não apresenta um pós-operatório doloroso. Mesmo assim se apresentar algum grau aumentado de sensibilidade dolorosa, o uso de analgésicos comuns resolvem bem e serão recomendados em sua prescrição de pós-operatório. Somente use medicamentos recomendados pelo seu médico, seguindo todas as orientações dadas pela equipe cirúrgica. É melhor que você esclareça suas dúvidas com quem a operou ao invés de pedir orientações a amigos que não conhecem detalhadamente o seu caso.

Na alta hospitalar, a paciente deve receber, por escrito, todas as recomendações necessárias a uma boa recuperação.

*OBSERVAÇÃO: Sangramentos ou variações volumétricas exageradas (aumento da mama), na maioria das vezes unilateral e de acontecimento súbito, acompanhados de dor, devem ser imediatamente comunicados ao seu médico. Pode se tratar de um hematoma e deve ser avaliado prontamente.

INTERCORRÊNCIAS

As intercorrências são situações que surgem no período pós-operatório e não interferem no resultado. São exemplos: equimoses (manchas roxas na pele), edema (inchaço), pequenos hematomas que podem drenar espontaneamente ou necessitar drenagem cirúrgica, eliminação de pontos internos (por volta de três semanas), deiscência de pontos (abertura do corte), alterações transitórias de sensibilidade, etc.
Outras intercorrências indesejáveis e mais complexas, que felizmente são raras: infecção, grande deiscência (abertura) de pontos, necrose (morte) parcial ou total da pele das aréolas, grandes hematomas que precisam ser drenados, necrose da gordura no local dos pontos internos e as intercorrências pertinentes a qualquer procedimento cirúrgico.
Pode ocorrer algum comprometimento do aleitamento materno após esta cirurgia, mas existem vários recursos para ajudá-la nestas situações. Também nos casos de gravidez posterior podem ocorrer alteração da forma e elasticidade da pele até mesmo com formação de estrias e pigmentação das aréolas e das cicatrizes. Nestas eventualidades é fundamental manter a calma e conversar profundamente com seu médico que cuidará atentamente do seu caso. A paciente não deve transmitir a existência destas intercorrências a seus amigos e familiares. Eles poderão deixá-la insegura, nada podendo fazer efetivamente para ajudá-la. Isto gera angústia, dúvidas e insegurança. Continuar confiando no seu médico ainda é o melhor caminho e ele saberá como lhe ajudar, pois só ele sabe realmente como foi realizada a sua cirurgia.

EVOLUÇÃO EM LONGO PRAZO

A mamoplastia redutora e a mastopexia não são cirurgias para o resto da vida. A qualidade dos resultados sofre alterações contínuas ao longo dos anos. Alguns fatores como idade, variação do peso corporal, qualidade e textura da pele, influências hormonais, gravidez, lactação e substituição adiposa das glândulas mamárias interferem de forma incisiva nas mamas, independentemente de terem ou não sido operadas. Assim, nova cirurgia poderá ser indicada quando, com o passar do tempo, estas alterações se apresentarem, alterando o formato e/ou volume mamários. Esta nova cirurgia não é, entretanto, um retoque da primeira, é um novo procedimento que poderá ser indicado para tratar os efeitos do tempo sobre as mamas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS – POR FAVOR, LEIA ATENTAMENTE
Após as explicações supracitadas, esclarecemos que o procedimento cirúrgico deve ser realizado segundo técnicas cirúrgicas consagradas e publicadas cientificamente. Enfatizamos que em cirurgia plástica não há promessa de resultados o que, eticamente, não deve ser feito, uma vez que a própria medicina não é uma ciência exata e dependeremos da sua reação orgânica pós cirúrgica para o alcance de nossos objetivos.
Os códigos de normas e condutas do Cirurgião Plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Conselho Federal de Medicina proíbem a exibição de fotos de pré e pós-operatório nos meios de comunicação, como jornal, internet e TV, mesmo que haja autorização do paciente. Também é vedada a divulgação de preços e condições de pagamento.

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Fonte: Dr. Vidal Guerreiro

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