Jovens e Cirurgia Plástica

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20 de maio de 2016

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Jovens e Cirurgia Plástica

Em uma fase da vida cujas mudanças corporais, hormonais e comportamentais são uma constante, a insatisfação com a própria fisionomia, ainda em desenvolvimento, é algo comum entre adolescentes. As correções estéticas oferecidas pela cirurgia plástica promovem o aumento da autoestima e a inserção do indivíduo em atividades sociais. Entretanto, como saber qual o momento ideal para realizar uma intervenção cirúrgica? Como identificar o que é necessidade e o que não passa de um desejo momentâneo? Como lidar com as expectativas e motivações dos jovens pacientes? Afinal, o adolescente pode ou não se submeter a uma cirurgia plástica?

A popularização e acessibilidade à cirurgia plástica trazem cada dia mais pacientes aos consultórios médicos. Uma parcela crescente desse grupo é constituída por adolescentes descontentes em busca de soluções para suas imperfeições estéticas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), pacientes entre 12 e 18 anos representam 13% do total de cirurgias plásticas realizadas no país.

Os procedimentos mais requisitados são a mamoplastia(redutora e de aumento), lipoaspiração, rinoplastia (plástica do nariz) e otoplastia (correção das orelhas). Geralmente, a procura pelo cirurgião plástico se dá quando algum destes elementos interfere na saúde e bem-estar do paciente: problemas de coluna, respiratórios, orelhas de “abano”, etc. Entretanto, é preciso atentar para as motivações que realmente levam o adolescente a manifestar o descontentamento com a própria imagem.

Deve-se ter em mente que se trata de um período de grande e rápida transformação da fisionomia, em que o corpo nem sempre atinge proporções harmônicas. Influências externas provenientes de meios de comunicação, opinião de amigos e a busca por um padrão de beleza idealizado são fatores que devem ser observados e considerados pelos pais no momento de apoiar a opção pela cirurgia plástica. É fundamental que o jovem possua estrutura psicológica para fazer a escolha com consciência e que saiba lidar com as próprias expectativas a respeito da mudança.

Uma vez tomada a decisão, é preciso se certificar de que o procedimento seja feito em um Centro Cirúrgico Hospitalar e realizado por cirurgiões especialistas. A avaliação pré-anestésica com um dos médicos anestesistas da equipe é essencial e garantida por lei.

Pais de jovens e Cirurgia Plástica

Muitos pais nem se surpreendem mais ao ouvir o pedido de presente de aniversário da filha adolescente: uma  cirurgia plástica ou, mais especificamente, turbinar os seios com próteses de silicone. Mas então surge a dúvida: quando o desejo é legítimo e quando é uma decisão precipitada?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o período da adolescência corresponde dos 10 aos 19 anos de idade, fase em que acontece a puberdade e, com ela, inúmeras transformações físicas e psicológicas. Entretanto, como explicar a estimativa de que uma a cada dez mulheres que aumentam os seios cirurgicamente possui menos do que 18 anos?

Para os pais que se encontram no dilema entre apoiar ou vetar o desejo das filhas, algumas considerações podem ser feitas:

1. Ainda que adolescentes, muitas já possuem o corpo bastante desenvolvido e são, fisicamente falando, mulheres completas. Porém, essa constatação só poderá ser feita por um especialista e, ainda assim, mudanças de peso ainda poderão interferir na silhueta. Além disso, embora a puberdade se encontre cada vez mais precoce, é possível que com o passar dos anos a adolescente se arrependa do procedimento, uma vez que em alguns casos a mama cresce tardiamente, por volta dos 18 anos. Isso tornaria as mamas com silicone muito maiores do que o planejado.

2. Quais são as motivações para esse desejo? Alguma amiga dela colocou silicone recentemente? A adolescência é marcada por uma insegurança característica com o próprio corpo, levando muitas jovens a tomarem determinadas decisões com a finalidade de se encaixarem em um determinado grupo ou se parecerem com alguém que admiram. Caso os pais suspeitem dessa possibilidade, o melhor a fazer é ter uma conversa transparente e explicar que, independente do silicone, ela continuará sendo ela mesma. A decisão de aumentar os seios deve ser motivada apenas por ela mesma, e não para agradar aos outros.

3. Muitas adolescentes se veem fascinadas pelas curvas esculturais exibidas por modelos, atrizes e até colegas de escola. Entretanto, nem todas estão cientes do que o procedimento envolve, como cicatrizes e desconforto pós-operatório.

Por fim, vale ressaltar que, em um caso em específico, a prótese de silicone é sempre recomendada quando a adolescente apresenta hipomastia, isso é, quando uma ou ambas as mamas não se desenvolvem, a inclusão da prótese de silicone pode evitar um dano ainda maior: o psicológico, explicam os médicos. A adolescente que apresenta ausência de mamas pode vir a se sentir deslocada entre os colegas e, em casos extremos, sofrer com bullying.

Se os pais concluírem que o implante de prótese de silicone é uma necessidade ou um desejo legítimo, o próximo passo é a escolha do cirurgião plástico. Somente ele poderá esclarecer todas as dúvidas das jovens… e dos pais!

 

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Fonte: plasticadosonho

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